Data do evento:
Quarta, 14 de Agosto, 10:00 a Sexta, 16 de Agosto de 2002, 17:00

Local:
UNESP - Faculdade de Ciências e Letras - Campus Araraquara - Anfiteatro A

A estabilização econômica alcançada em 1994 criou durante alguns anos a ilusão de que o desenvolvimento viria naturalmente, como seu desdobramento. O crescimento, entre medíocre e hesitante, e os desequilíbrios externos, prolongados e elevados, têm contribuído para reiterar os desafios sobre as empresas e o sistema industrial. Se o desenvolvimento não vem de forma natural ou automática, qual pode ser o papel das políticas?

Esta é a questão central do III Seminário de Economia Industrial, promovido pelo GEEIN – Grupo de Estudos em Economia Industrial.

O III Seminário de Economia Industrial (14, 15 e 16 de agosto de 2002) tem como intuito analisar os vínculos entre as estratégias empresariais e as políticas públicas de C&T, reunindo, para apresentação e debate entre especialistas, as contribuições recentes de um grupo de pesquisadores nestes temas. O evento está organizado em torno de cinco temas: Financiamento da Indústria e do Desenvolvimento, com ênfase nos aspectos inovativos e tecnológicos.

A restrição externa ao crescimento representa a principal fragilidade do modelo pós-estabilização, ao lado dos juros elevados. Para superá-la, é factível pensar num novo ciclo de substituição de importações, feito agora em bases competitivas? A esta pergunta se dedica o segundo painel, sobre A Nova Substituição de Importações, que analisa os três grandes desequilíbrios: na química, na eletroeletrônica e nos bens de capital.

Tradicionalmente concentrada em São Paulo, a indústria moderna tem migrado para outras regiões – interior paulista e outros estados. A automobilística constitui o exemplo mais claro deste processo, que será analisado na sessão sobre Novos Pólos Regionais da Indústria Automobilística.

Existem diversas configurações nas atividades econômicas: alguns setores são típicos de grande empresa, outros organizam-se em torno a pequenas e médias empresas; empresas de base tecnológica convivem com cadeias produtivas integradas e arranjos de produção locais.

As empresas de base tecnológica baseiam-se em competências técnicas e nos vínculos com o sistema universitário, enquanto as grandes empresas concentram recursos e capacidades internamente. No caso da grande empresa estrangeira, com capacidades internas muito superiores, as atividades produtivas e as funções empresariais mais nobres são distribuídas de forma muito diferenciada. Já os arranjos locais de produção dependem da colaboração entre as suas empresas para desenvolverem competências.

Qual o papel de cada uma destas configurações e que contribuição podem elas dar ao desenvolvimento? A sessão sobre Arranjos locais de produção, Cadeias e Grandes empresas analisa este tema, enfatizando a importância do controle acionário (nacional ou estrangeiro).

O Seminário encerra com a análise do Balanço de Pagamentos Tecnológico, resultado de um estudo recente patrocinado pela FAPESP – Indicadores de Ciência e Tecnologia.

Além deste estudo recém-concluído, o III Seminário destina-se também a apresentar e discutir resultados das pesquisas promovidas pelo GEEIN, em colaboração com diferentes instituições, formadoras de uma rede de colaboração: UFSCar, UNICAMP, USP (Escola Politécnica e FEA-RP), além de organismos públicos como FINEP e MCT.

O Seminário objetiva submeter os resultados destas pesquisas à apreciação de membros da comunidade acadêmica e ao público interessado. Representa, ademais, uma oportunidade para pesquisadores jovens apresentarem os seus trabalhos no Seminário de Iniciação Científica.